Uma Coisa Pedi

Uma coisa Pedi

“Uma coisa pedi ao Senhor; é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo” (Salmo 27.4 NVI).

Ao ler este verso do salmo de Davi, percebemos que ele tinha como meta, como objetivo de vida, a presença de Deus, ele tinha um anseio de habitar no santuário de Deus. Ele sabia, e considerava isso no seu dia-a-dia, pois no Salmo 84 ele diz que é melhor um dia nos átrios de Deus do que mil em qualquer outro lugar (Sl 84.10). Se cultivarmos essa consciência e esse anseio, como o de Davi, nossa vida, nossa mente, nossas vontades e sentimentos serão completamente transformados.

Podemos observar dois pontos essenciais na busca pela presença de Deus. Em primeiro lugar, o propósito de estarmos na presença de Deus é para contemplarmos a sua bondade. Quando estamos na presença Dele, do bom Deus, somos agraciados com toda a sua bondade e o seu amor. A partir do momento em que recebemos a revelação da bondade do Pai, nossa perspectiva de vida é transformada, pois recebemos uma revelação do amor incondicional de Deus por nós. E a maior prova desse amor é a cruz de Cristo. É na presença do Pai que o Espírito Santo nos revela o amor do Deus Santo no Filho crucificado. Nesse momento é que podemos adorar em espírito e em verdade, pois o Espírito Santo testifica em nosso espírito e nos convence da Verdade.

Ao sermos constrangidos por tão grande amor, e ao vermos a bondade e o cuidado de Deus por nós, nosso anseio passa a ser por conhecermos a Sua vontade e então buscarmos sua orientação. “…E buscar sua orientação nos seu templo.” Nossa adoração não pode parar na contemplação da bondade de Deus, mas essa bondade, esse amor precisa nos traspassar a ponto de nossa vontade própria morrer, para dar lugar a vontade de Deus. Na carta aos Romanos no capítulo 12, Paulo nos exorta a renovarmos a nossa mente, através do culto racional, para conhecermos a vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita.(Rm 12.1-2). Podemos entender esse culto racional do qual Paulo escreve, como a contemplação da bondade de Deus. O nosso culto, nossa devoção, nossa adoração àquele que é digno, àquele que é bom e suas misericórdias não tem fim.

Chegamos a conclusão de que esse processo descrito acima é cíclico, pois percebemos a bondade e o amor de Deus, então buscamos sua vontade para nossas vidas, e ao viver essa vontade percebemos ainda mais o seu amor e sua bondade, e o amamos mais e buscamos mais a sua face e queremos ouvir os seus conselhos e passamos a caminhar num caminho sobremodo excelente.

Soli Deo Gloria

Samuel Fratelli

Imagem: Projetado por Kues – Freepik.com