Ministrando o Louvor e Motivando a Congregação

Ministrando o Louvor e Motivando a Congregação

Creio que todos que lideram a adoração nas reuniões de nossas igrejas já se depararam com a apatia, o desânimo e até mesmo o descaso da congregação ao cantarmos canções de adoração a Deus. Nessas situações muitas vezes ficamos chateados, desmotivados e até mesmo enfurecidos, e nossa reação muitas vezes é dar bronca no povo, deixando clara nossa desaprovação com a atitude deles. O resultado desse nosso comportamento é um esfriamento total do momento de adoração, pois gera na congregação uma sensação de mal estar e incapacidade e muitas vezes eles nem sabem ao certo o que está acontecendo.

O sucesso do momento de adoração é alcançado quando as pessoas da igreja estão quebrantadas cantando com profunda emoção sobre Deus e sua maravilhosa obra. Visando alcançar este objetivo, corremos o risco de colocar em nossa liderança a responsabilidade total pelo sucesso ou insucesso do momento de adoração, esquecendo que Deus é quem realiza todas as coisas no meio de seu povo por intermédio do Espírito Santo. Mas também não podemos abrir mão de realizar um serviço bem feito pois fomos escolhidos por Deus para a realização de tal tarefa.

Por estarmos numa posição de liderança, entendemos que nosso exemplo é de grande importância para a congregação, mas esse ponto muitas vezes pode se tornar um perigo, pois somos tentados a criar um cenário propício para atingirmos nosso objetivo.

Dentre os perigos que existem podemos destacar: 1) criarmos um personagem com expressões de adoração esperadas, 2) aumentarmos o volume da voz e dos instrumentos e 3) usarmos frases de efeito. Precisamos fugir destes tipos de atitude. Como líderes precisamos ser autênticos em tudo que fizermos. A nossa autenticidade, como de toda a equipe de músicos e cantores nos momentos de adoração com certeza trarão uma boa influência para a igreja.

O que podemos fazer então?

Existem coisas simples que podemos fazer que com certeza nos ajudarão a liderar as pessoas em nossos cultos públicos. Uma ferramenta muito útil é inserir antes das canções que iremos cantar um breve comentário sobre a canção, sobre o tema da canção, para quem estamos cantando, ou um versículo que se relaciona com a mensagem da canção. Quero ressaltar que deve ser um breve comentário, pois o momento do louvor não é o momento da pregação, há tempo para tudo. Esses breves comentários têm o objetivo de levarem as pessoas a refletirem sobre o que estão cantando.

Um dos grandes problemas que enfrentamos no período de louvor é a nossa distração. É muito comum estarmos cantando uma canção sobre os atributos de Deus e deixar a nossa mente se ocupar com o que temos pra fazer quando chegarmos em casa, ou na refeição que comeremos mais tarde. Esse é um dos principais motivos pela apatia nos momentos de adoração. Então nossas pequenas inserções textuais entre as canções e até mesmo num pequeno interlúdio dentro da canção, chamará a atenção do povo de forma simples, criando assim uma conexão de todas as partes: do povo, dos músicos, do líder e da canção.

Para exemplificar, se cantaremos uma canção que fale sobre como Deus é bom, podemos comentar antes da canção, ou durante a introdução: “A bondade e a fidelidade do Senhor nos acompanharão todos os dias de nossa vida (Salmo 23.6), celebremos a bondade do Senhor, nos alegremos e regozijemos em Sua benignidade (Salmo 31.7)”.

Este tipo de citação traz uma reflexão sobre o que que iremos cantar ao mesmo tempo em que traz um encorajamento às pessoas. Se iremos cantar uma canção sobre a obra de Cristo na cruz podemos citar: “Fomos reconciliados pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para sermos apresentados diante de Deus santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação (Cl 1.22). Digno é o Cordeiro que foi morto, ofereçamos a Ele glória, honra e louvor (Ap 5.12).”

Os exemplos acima são sugestões de como podemos inserir pequenos comentários que expliquem o sentido das canções, tragam base bíblica para o que estamos catando, e ao mesmo tempo exortam e encorajam a igreja. Creio que seja importante a citação de textos bíblicos para que nossos comentários não tenham origem em nossos próprios pensamentos e opiniões, pois como a Escritura nos diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17.9). Aqui cabe uma exortação a nós, líderes de adoração: precisamos ser cheios com a Palavra de Deus (Mt 12.34). É imprescindível dedicarmos tempo ao estudo e à meditação nas Escrituras (Js 1.8; Sl 1.2).

Uma coisa que também precisamos ter em mente é que o Espírito Santo é quem nos ensina a adorar e que conduz realmente a adoração ao Senhor (1Co 12.3; Fp 3.3), portanto cabe a nós nos dedicarmos a oração pela nossa igreja local, pela nossa equipe e especificamente pela reunião que iremos liderar, rogando para que o Espírito Santo realize uma obra maravilhosa no nosso meio, nos conduzindo à verdadeira adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23).

Outro ponto que precisamos ter em mente, é que não somos líderes somente no momento em que estamos sobre a plataforma. A comunhão com nossos irmãos no dia-a-dia da igreja nos possibilitará conhecê-los e fará com que eles nos conheçam e confiem em nós. Podemos aproveitar os momentos de conversa antes da reunião, após a reunião, ou em outros momentos em que estivermos juntos para falar sobre adoração, vida com Deus, edificação na Palavra e também para orarmos juntos.

Quando uma comunidade cristã vive uma vida louvor e adoração em todos os dias da semana, o culto público semanal se tornará uma grande e emocionante celebração dos santos exaltando o único que é digno de receber nossa adoração, o Nosso Senhor Jesus.

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